Historia

60 anos de História

Anos 40 – O Sonho

A fundação do Clube

Nos finais dos anos quarenta um grupo de jovens da nossa terra, praticantes de futebol, animados por um sonho, e recorrendo à ajuda e conselhos dos mais velhos, procuravam a concretização desse objectivo, que era a criação de um Clube, que fosse a bandeira da sua terra e eles os seus fiéis representantes.

Após várias diligências junto das autoridades e acaloradas discussões sobre o nome a dar ao Clube, esse sonho concretizou-se em 24 de Junho de 1949.

Estava fundado o CLUBE ORIENTAL de PECHÃO.

Escolheram as cores do Clube Oriental de Lisboa e tornaram-se assim, na filial n.º 1 desse popular Clube lisboeta.  

Anos 50 – Os primeiros passos

 Fundado o Clube, era altura de obter personalidade jurídica, o que só veio a acontecer em 1956.

Outra preocupação era arranjar um espaço para Sede, onde todos pudessem reunir.

Essa primeira Sede foi uma casa junto ao antigo Lagar de azeite da família Quintas.

Como o mesmo era diminuto, passado tempos foi arrendada a casa do Armindo Barbosa, contigua ao actual estabelecimento do Vinebaldo Charneca.

Não totalmente satisfeitos, e na procura constante da evolução, ainda nos anos cinquenta a Sede é transferida para o actual espaço, mais amplo, e com condições para a realização de bailes, que seria a principal fonte de receita.

Procurando sempre o engrandecimento, a meio desta década inicia-se a construção do famoso campo do Viriato, visto até então os jogos de futebol se realizarem num baldio na Quinta do João de Ourém, o chamado campo do João Foca.

Levou perto de dois anos a construção do campo do Viriato, o qual viria a ser inaugurado no ano de 1957.

De realçar que a terraplanagem do terreno foi feita com parelhas de bois e mulas, pertença de sócios.

A actividade desportiva desenvolvida nesta década foi o futebol onde o Clube participou em vários torneios populares.

Anos 60 – A consolidação

Munidos das infra-estruturas básicas: uma Sede, e um campo de futebol, inicia-se nessa altura em colaboração com a Igreja a realização das Tradicionais Festas de Pechão em Honra de S. Bartolomeu.

Colaboração essa que, nem sempre se manteve em pleno devido a divergências pontuais.

Em 1961, com a aquisição de uma televisão, adquirida, através de uma quotização feita entre os directores e alguns sócios de mais posses, passa a ser o principal pólo de reunião das gentes da aldeia, que enchiam por completo a sala em frente do televisor.

Foi aqui que se viu o campeonato do mundo de futebol de 66 em Inglaterra, a chegada do homem á Lua e aos sábados á tarde era dado lugar aos mais novos para ver a série “ Bonanza”.

Ao Domingo ouvia-se os relatos de futebol na Emissora Nacional, num rádio há tempos adquirido, que trabalhando a válvulas, necessitava de ser ligado duas horas antes do início dos jogos, estando dessa tarefa incumbido o saudoso Sebastião do Vale.

O futebol, como única modalidade desportiva existente, continuava a ser praticado, realizando-se no campo do Viriato renhidos jogos com equipas vindas de Olhão, das outras freguesias vizinhas e até de Faro, sendo sempre de recordar os famosos jogos com a Penha.

Os bailes realizados ao Domingo á noite, continuavam muito afamados, sendo concorridos por rapazes e raparigas vindos de todas as terras vizinhas.

É ainda nos finais desta década que reaparecem, patrocinados pelo Clube, os famosos Pauliteiros de Pechão, ensaiados pelo saudoso Teófilo de Sousa, iniciam-se as primeiras actuações do grupo de teatro que todos os anos levava a cena uma peça, tendo como ensaiador Francisco Guerreiro, pessoa sempre pronta a colaborar, essencialmente em eventos de âmbito cultural.

Anos 70 – A Revolução

Nos primeiros anos desta década histórica, a vida do Clube mantinha-se sem grandes alterações, sendo o único factor a realçar a participação do Clube nos famosos torneios de futebol de salão, organizados pelo Olhanense e onde o Oriental de Pechão sempre lutava pelo título.

Grandes equipas conseguiu o Clube formar, sempre com o saudoso Netinho como referência, indo-se buscar jogadores a Olhão, casos do António Mocho, Hélder Januário, Manuel Cabeça, Vítor Farias, Tó Nascimento entre outros, Vítor Regalo, de Tavira, dos melhores guarda-redes que por aquele torneio passaram, o Joaquim Parente de Estoi, e de Faro os irmãos Santa Rita e o Luís Chapéu de Ferro.

Já nos últimos anos e após o desaparecimento do Netinho, surge o Isidoro Baganha, regressado da Alemanha, aliado ao Odilio Vale e a outros jogadores de Pechão, que continuam na senda dos anteriores.

Com a chegada do 25 de Abril, a juventude pretende e consegue fazer-se ouvir.

Um novo impulso surge.

Directores mais novos, novas ideias.

O Teatro é reactivado com a colaboração do Prof. José Louro, uma Biblioteca é criada, é adquirida uma máquina de projectar de 8mm, onde todos os sábados á noite eram exibidos filmes, sempre com a sala bem composta.

No final de 1978 surge a Secção de Atletismo, impulsionada por Vinebaldo Charneca, Eduardo Ângelo e Zeca (Custódio Moreno).

Dezenas de miúdos passam a ter uma actividade desportiva para praticar, devidamente orientados.

Rapidamente o atletismo se torna a principal bandeira do Clube, participando em várias provas, formando alguns campeões regionais e cimentando uma posição de alto-relevo no plano regional.

Anos 80 – A Estabilização

Anos marcados pela grande expansão do atletismo do Clube e não só, organização do Corta-mato do Algueirão, prova que se mantém até aos dias de hoje.

Têm início as famosas matinés de domingo á tarde no Clube, com música colocada por DJ´s, arrastando autênticas multidões de jovens, sendo a maior fonte de receita alguma vez feita.

Continuamos a participar em vários torneios de futebol popular.

Nesta década outro facto marcante se dá, pela primeira vez o Clube se filia na Associação de Futebol do Algarve, disputando o Campeonato Regional da 2ª Divisão.

No final dos anos 80 começasse a iniciar uma transformação no tipo de actividades no Clube, surgem várias acções de formação, exposições várias, volta a existir Pauliteiros, Danças Tradicionais e Teatro.

O 40º Aniversário do Clube marca o ponto de viragem a nível eclético.    

Também é nesta década que o Clube compra a primeira viatura.

Anos 90 - A força da Juventude

Mais de 60% dos sócios são jovens com menos de 30 anos de idade. O Clube é inscrito no Registo Nacional de Associações Juvenis - IPJ.

A ocupação dos tempos livres e intercâmbios com outros jovens de outras nacionalidades fazem parte do itinerário da nossa juventude (Inglaterra, Cabo Verde e França), tem lugar o campo de trabalho internacional.

Surge no início da década a Secção de Ciclismo liderada pelo Alcindo Norte, levando durante anos o nome de Pechão pelas estradas de todo o país.

No ano de 1991 inicia-se a publicação da Gazeta de Pechão, orgão de informação do nosso Clube.

Também é criada a Secção de Pesca, impulsionada e dirigida pelos associados Carlos Sousa e Rui Martins, a qual chegou a conquistar alguns títulos Regionais e Nacionais, tendo Eduardo Guela sido o 1º atleta Internacional do nosso clube, participando no Campeonato do Mundo de Pesca de Alto Mar em Palma de Maiorca 94.

O futebol continua com a sua equipa federada.

A Secção de Atletismo continua em grande, criando vários campeões Regionais, Nacionais e conquistando inúmeros títulos individuais e colectivos, destaque para o Título Nacional da 2ªDivisão em Pista, tem os primeiros atletas internacionais: Rui Costa (Mundial Juniores – Lisboa 94); Filipe Lara Ramos (Jornadas da Juventude Europeia – Bach 95) e Cláudio Estrela (Mundial Juvenis – Bydgoszcz 99), inicia-se uma nova geração de atletas.

O futebol sénior, após uma paragem, reaparece novamente a disputar o Campeonato Distrital, concluindo-se não ser o mesmo viável, devido aos enormes encargos que acarretava, continua a ser praticado a nível popular, com participação em vários torneios, realço para a participação dos Infantis nos torneios de verão do Marítimo Olhanense.

Surgem as marchas nos Santos Populares, fazendo-se o Clube representar anualmente nos desfiles das Marchas dos Santos Populares do Município de Olhão com 2 marchas, a Infantil e a 3 Gerações, continuamos com as Danças Tradicionais e Pauliteiros, destacando a actuação dos Pauliteiros na EXPO 98.

O Festival do Folar tem o seu início no final da década, impulsionado pela Lígia Ramos, mostrando uma das artes doceiras da região.

Anos 2000- O Ecletismo

Os primeiros anos deste século são marcados pelo forte ecletismo do Clube.

Nasce o Rancho Folclórico do Clube, actualmente com grande actividade.

O futebol ganha o primeiro título Regional de Infantis, tendo como treinador Angelo Silvestre. Foi criada a equipa de Futsal de Veteranos, participando em diversos torneios.

Foi criada também a Secção de Cicloturismo com actividade regular e organizando anualmente o passeio de cicloturismo de Pechão.

O festival do Folar continua sendo organizado cada vez com mais prestigio e visitantes.

A Secção de Ciclismo continua com grande pujança, formando atletas que chegaram a posição de relevo, tanto a nível regional como nacional, alguns ainda hoje ciclistas profissionais, é caso do Nelson Vitorino,  Élio Sousa, Mário Lourenço, Nélio Simão, Hélio Norte, Ricardo Teixeira, Pedro Ramos, Henrique Casimiro, Plamen Stanev e Daniel Mestre.

O atletismo obteve os Títulos Colectivos Nacionais mais significativos no início destes anos, organizando para além do Corta-mato do Algueirão, Milha Urbana, o GP de Marcha e Jovem-mil em Pechão.

São feitas parcerias com a Junta de Freguesia e o Grupo Motard de Pechão, como por exemplo na organização do Rock da Ribeira.

O Atletismo continua sendo a Secção com mais praticantes no Clube, conquistando diversos Títulos Regionais, Nacionais e Internacionais, destacando-se os Internacionais Rui Correia e a marchadora Ana Cabecinha, ao vencer os Jogos Ibero-americanos (2006) e elevando bem alto as cores do Clube e de Portugal no Jogos Olímpicos de Pequim 2008, sendo o expoente máximo do nosso Clube.

Destaque ainda para a brilhante carreira Internacional (15 internacionalizações) do nosso treinador Paulo Murta, ao conseguir nomeadamente estar presente nos Jogos Olímpicos de Pequim como responsável por vários atletas presentes nestes jogos.

Foi criada a equipa de Futsal sénior que participou no Campeonato do INATEL e no Campeonato Distrital da Associação de Futebol do Algarve, onde na primeira época (2008/2009), vence o Torneio de Abertura e alcança a subida à 1ªDivisão Distrital.

O Clube participou ainda no Campeonato Distrital de Infantis.

Foi reactivada a Secção de BTT que já organizou o 1º Passeio Veredas de Pechão e participa regularmente em passeios desta modalidade.

A Secção de Futsal é hoje uma realidade no Clube e tem no activo 3 equipas a de Iniciados a disputar o Campeonato Distrital de Futsal Iniciados, a de Seniores a Disputar o Campeonato Distrital Futsal Seniores 2ª. Divisão, e a de Veteranos que participa anualmente no Torneio do Município de Olhão.

Junho 2009

Clube Oriental Pechão